"...E a cheirava... Fazendo ruídos engraçados e curiosos. Era tão sutil o movimento que fazia enquanto aplicava sua curiosidade... Aquela rapozinha possuia um olhar tão doce e sereno que confortava qualquer ser. Principalmente aquela estranha em seu ninho. Aqueles olhinhos brilhantes e hipnotizantes, penetravam a alma daquela que invadia seu lar. Tão amável e receptiva, cativava cada vez mais a intrusa.
Aquele animalzinho a cheirava com uma felicidade, como se reconhecesse seu cheiro como um amigo ou parente. Parecia possuir afeto. E ela por sua vez, o admirava, o olhava, o desejava por toda vida, definitivamente era a compahia que ela viveu buscando. Com suas patas delicadas mas que a tocavam com um pesar querido, um olhar que decifrava sua alma a acolhendo de seus medos, tornando-a da mesma espécie. Tornando-a um membro da família dos canídeos.
Jamais, ela tinha sido tão bem acolhida. Ou se quer acolhida. Decidiu, então, aproveitar todo aquele afeto que lhe era oferecido com tanto entusiasmo. Quando deitou-se ao lado daquele bichinho, e acariciou seus pêlos por alguns minutos, sentiu-se completa. Como se não precisasse mais de nada. Só da rapozinha, daquele instante de paz que seu corpo e mente tanto gritavam.
Mais uma vez, aquele animalzinho de pêlos marrom-dourado, a cativara... "
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2 comentários:
nhaim *-*
∑(O_O;)
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